O vazio que preenche: O espaço em branco no Design.

Vira e mexe, aparece algum site com um design inovador. Os últimos que tive conhecimento apostavam em uma interface com pouquíssimos elementos e todos com uma função auto explicativa. Além de ajudar a navegação fixando a atenção do usuário no conteúdo do site e não em sua estrutura, a fluidez entre plataformas, navegadores e dispositivos fica quase perfeita. Um site com esse exemplo é o Medium, site para criar, compartilhar e receber conteúdo.

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– O calendário, sem o espaço negativo formado pelos blocos de meses, seria incompreensível.

Essa tendência, não é apenas modismo. É estudo! Chamamos de espaço em branco ou espaço negativo as áreas sem elemento gráfico do layout, essas áreas são importantíssimas no design. Elas passam a sensação de leveza e podem deixar a experiência do usuário mais satisfatória, direcionando o olhar do leitor para as partes importantes, sem um excesso gráfico competindo por isso. Essa área seria toda a área entre o conteúdo, o espaço entre as linhas desse texto por exemplo. Um caso legal e mais presente no nosso dia a dia é a página inicial do Google, nela vemos a logo e a barra de pesquisa no meio da tela e na parte superior algumas informações de login. Qualquer outra informação seria um excesso. Mas, ao contrário do Google, o espaço em branco necessariamente não precisa ser branco, basta não ter elementos chamativos. Como se fossem margens, molduras que tem a função de dar destaque a fotografia.

Destrinchando melhor esse conceito, podemos identificar dois tipos de espaço em branco:

  • O espaço passivo: Áreas negativas automáticamente criadas entre elementos do layout, como margens, espaço entre linhas etc. Essas áreas são as responsáveis em dar “um respiro” ao consumidor. Uma área para assimilar o que acabou de ser visto ou lido.
  • O espaço ativo: Áreas pensadas para serem dessa forma, equilibrando o layout e criando focos de atenção do olhar. Servem para criar seções e divisões do layout.

Experimente olhar de novo algum site, revista, outdoor. Veja se consegue diferenciar esses dois. Essa percepção ajuda até mesmo a assimilar melhor a informação passada na peça.

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Um grande abraço!