O cliente não é seu inimigo!

No dia a dia, vejo um enorme erro de atendimento em vários prestadores de serviço, em todos os setores: tratar o cliente como um post-it que deve ser eliminado no quadro de trabalhos. Vejo, na nossa cultura, um descaso com o cliente, como se fizéssemos um favor para quem paga, e em geral, gasta-se pouco tempo para entender as reais necessidades que podemos suprir e muito mais tempo tentando convencer o cliente que o que foi feito está ótimo (dentro do orçamento proposto). Mas qual seria a melhora forma de equilibrar isso?


Uma das minhas obrigações como designer é tentar enxergar todo o complexo mundo do usuário para quem irei projetar e, junto a quem está contratando o serviço, chegar aos melhores resultados possíveis de acordo com os fatos encontrados. Não adianta mostrar algo bonito que não irá converter… Design é a arte que faz sentido. O cuidado de fazer uma boa pesquisa e criar um bom briefing com o que constará no projeto, define a real qualidade da entrega. Sim, é complicado usar esse discurso quando o cliente é leigo, mas é essa a nossa função como designers: evangelizar, levar o conhecimento e mostrar cada ponto para que não haja dúvidas. Mostrar para o cliente que o projeto também é importante para você. Ficaram dúvidas? Propor um teste AB pós lançamento do produto para validar uma ideia ou até mesmo eliminá-la.

Para que o projeto seja assertivo, devemos seguir alguns passos:

1 – PESQUISA DE USUÁRIO – Mesmo que você seja o público alvo do que irá projetar, a beleza do ser humano é exatamente a grande variedade existente entre indivíduos. Ninguém é igual a ninguém, e conhecer o fluxo de uso que o consumidor passa ao usar o produto ou serviço, entender suas raízes, necessidades, e o dia-a-dia é a única forma de garantir que ao menos a maior parte deles se identificará com o projeto.

2 – COMUNICAÇÃO – Não adianta ter toda uma pesquisa na mão se o resultado da mesma não for discutido com quem inicialmente teve a ideia da mesma. Você deve sim compartilhar o resultado da pesquisa com seu cliente. . Use-o para justificar e valorizar ainda mais o seu trabalho.

3 – TESTE DE PROTOTIPAÇÃO – Nem sempre o que levamos dos passos anteriores está correto, e a melhor forma de corrigir isso é testar o produto com um pequeno grupo de usuários dentro dos requisitos do público alvo. Os beta users. Não precisa ser a versão final, desde que isso seja muito bem avisado a quem se predispor a usar.

4 – TESTE AB – No nosso exemplo, o app foi lançado seguindo todos os passos e cuidadosamente pensado para o cliente, mas ainda assim podemos notar falhas pós lançamento. Essas “falhas” são identificáveis ao fazer o teste AB. Se a maior parte dos usuários optarem por uma característica e não por outra, elimine a que tiver menos cliques. Simples.

Toda criação leva o nome do designer, leva sua preocupação, seu carinho com o projeto e o cliente. Ter um bom relacionamento sabendo se portar como profissional é essencial para ter um portfólio de sucesso. Mas para isso é preciso conhecer seu cliente, o usuário, e saber apresentar seu design para ambos.

Se tiver alguma dúvida ou sugestão, deixe um comentário ou entre em contato comigo que ficarei super feliz em ajudar.
Um grande abraço.

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